Avram Razgon

AVRAM RAZGON

Avram Moiseevich Razgon foi um historiador russo e um proeminente teórico da Museologia. Obteve o título de Doktor nauk em 1974 e tornou-se professor universitário em 1986.

BIOGRAFIA

Razgon nasceu em Yartsevo no dia 6 de janeiro de 1920 e morreu em Moscou no dia 3 de fevereiro de 1989. Formou-se na Universidade de Lomonosov em Moscou em 1948. Foi aluno e mais tarde, assistente de N. Rubinstein, renomado historiador soviético especialista na historiografia da história russa.

Entre os anos de 1952 e 1962, Razgon trabalhou como pesquisador sênior e mais tarde, de 1962 a 1972 foi Vice-Diretor de Ciências no Instituto de Pesquisa para Estudos de Museu em Moscou. Foi chefe do Setor de Estudos sobre Museus no Museu da Revolução, de 1972 a 1974, e chefiou o Departamento de cartografia do Museu Histórico do Estado em Moscou entre os anos de 1974 e 1988.

Em 1984, Razgon fundou o Departamento de Estudos sobre Museus no Instituto All Union para Aperfeiçoamento de Habilidades Profissionais de Trabalhadores de Arte e Cultura e chefiou este Departamento até 1989. Integrou o corpo docente na Faculdade de História da Universidade de Lomonosov e no departamento de Estudos sobre Museus do Instituto Estadual Histórico-Arquivístico de Moscou.

Na URSS, ele foi o primeiro acadêmico a atingir, em 1986, o grau de professor no Departamento de Estudos sobre Museus.

Razgon também foi um dos fundadores do ICOFOM e entre 1977 e 1983 foi Vice-Presidente deste comitê. Participou ainda da criação do glossário internacional de termos museológicos, o Dictionarium Museologicum, publicado em 1983 e 1986.

Juntamente com museólogos da RDA (República Democrática Alemã), Razgon liderou um projeto internacional para escrever o livro “Museum Studies: Historical museums”, que foi publicado em 1988. Durante anos, este foi o principal livro sobre Museologia na região. Nas últimas décadas de sua vida, Razgon investiu seu tempo no desenvolvimento dos fundamentos teóricos e metodológicos para educação dos profissionais de Museologia.

PONTOS DE VISTA SOBRE A MUSEOLOGIA

Razgon escreveu mais de 100 artigos científicos sobre história econômica e Museologia. Sua pesquisa baseou-se em arquivos e publicações, bem como em objetos de coleções de museus e seus escritos foram dedicados à história dos museus de tradição local, histórica, arqueológica e militar, e à proteção de monumentos históricos e culturais no contexto da história da sociedade e do desenvolvimento do conhecimento científico. Resumindo estas observações, sua dissertação de doutorado “Museus históricos na Rússia entre 1861-1917”, de 1973, tornou-se um trabalho importante na historiografia da Museologia russa.

Ele coordenou a elaboração de escritos coletivos sobre a história do trabalho nos museus intitulada “Ensaios sobre a história dos museus na Rússia e na URSS” (1960-1971). Entre esses escritos estavam os que Razgon publicou a respeito do estado dos museus e monumentos históricos desde o século XVIII até o ano de 1917.

Desde meados da década de 1970, os interesses científicos de Razgon residiam principalmente no campo da história e na teoria do Estudo sobre Museus. Ele considerou que a Museologia mostrava características de um “ramo científico independente”, que estudava os processos de preservação da informação social, o conhecimento do mundo e a transferência de conhecimento e emoção através dos objetos de museu. Ele estava promovendo a ideia de “estudos sobre as fontes dos museus”, isto é, objetos de museus analisados como fonte de informação. Ele também se interessou em determinar o lugar da Museologia em relação a outras ciências e campos de conhecimento, e pela melhoria da terminologia museológica.

A ideia de Razgon de “Estudos Sobre as Fontes dos Museus” como uma área separada de conhecimento foi desenvolvida mais tarde nos escritos de Nina P. Finyagina (1930-2000) e Natalia G. Samarina (1958-2011). Do ponto de vista das museólogas, a principal diferença entre os “estudos sobre as fontes dos museus” e “estudos sobre as fontes históricas” reside na ênfase da informação semântica que um objeto de museu pode conter.

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